SYLLABUS
INTRODUÇÃO:
O ESTUDO DA PERFORMANCE, UMA ABORDAGEM HISTÓRICA
Na unidade introdutória vamos nos ater aos significados e ao
poder da performance e suas múltiplas abordagens. É
preciso resistir a usual tentação de entender as performances
dos indígenas pelo ponto de vista do conquistador, como na
maioria dos estudos da história tradicional; mas também
perceber a problemática múltipla dos enquadramentos
coloniais tipicamente usados para interpretar as performances das
nações ditas primitivas. As performances trazidas pelos
africanos desde os primeiros anos de colonização serão
também objeto de estudo, devido a sua importante contribuição
na formação cultural das formas brincantes e dramáticas
brasileiras.
Aula 1: 30/mar/04 14:00h as 17:00h
Introdução ao Curso. A bibliografia, o trabalho na
WEB, os seminários e as monografias.
Aula 2: 06/abr/04 14:00h as 17:00h
Introdução teórica sobre o conceito de "performance"
e suas múltiplas abordagens.
Leitura
-
SCHECHNER, Richard. Introduction:
the fan and the web in Performance Theory. New York,
London: Routledge.[1977],1988, p. XII -XV.
- SCHECHNER, Richard. O
que é Performance, em O Percevejo, no 12, 2003
- TAYLOR, Diana. Hacia
una definición de Performance em O percevejo no
12, 2003
Leitura complementar
Aula 3: 13/abr/04 14:00h as 17:00h
As performances afro-ameríndias e a cultura brasileira.
Leitura
Leitura complementar
UNIDADE 1:
PERFORMANCE ANTES DO DESCOBRIMENTO
Na unidade 1 analisaremos a performance antes do descobrimento como
um complexo de comportamentos sociais produtivos que se manifestam
na cosmologia nativa. Nós analisaremos o papel da performance
no mapa fundamental das relações espaço-temporais
e seus poderes de manutenção e contestação
da ordem pré-estabelecida. A performance nativa radicalmente
desafia as premissas da maioria das teorias do drama ocidental, no
que se refere às noções de mimesis, representação,
efêmero e repetição.
Aula 4: 20/abr/04 14:00h as 17:00h
As principais etnias e grupos lingüísticos dos índios
brasileiros-- diferenças e parecenças.
Leitura
Aula 5: 27/abr/04 14:00h as 17:00h
Os Kamaiurás e os Kuikuras: O Mito de Mavutsin e a criação
do Sol e da Lua.
Leitura
Aula 6: 04/mai/04 14:00h as 17:00h
Toré: Os índios habitantes da costa brasileira e suas
performances .
Leitura
UNIDADE 2:
A POLÍTICA E A POÉTICA DO ENCONTRO
Na segunda unidade analisaremos o encontro colonial em si como um
momento performático de fundação. Nós
leremos a carta de Pêro Vaz de Caminha como o primeiro documento
português descrevendo "a nova terra" e estabelecendo
o paradigma da construção do "outro", paradigma
este que informa sobre os subsequentes encontros entre portugueses
e nativos. Enfocando o Brasil, nós compararemos como foram
apreendidas as diferentes performances: a dos conquistadores europeus
e a dos povos que aqui habitavam, refletindo sobre seus distintos
sistemas de significação e crenças religiosas.
Daremos especial atenção para momentos em que os dois
a apreciar os inesperados efeitos de seus comportamentos performáticos.
Nós testemunhamos uma radical desarticulação
do universo social dos nativos do Brasil em relação
aos regimes de comportamento e organização social imposta
pelos conquistadores (portugueses, espanhóis, holandeses e
franceses). A presença das culturas africanas e suas performances
secretas serão também objeto de discussão.
Aula 7: 11/mai/04 14:00h as 17:00h
Ritos da invasão Portuguesa.
Leitura
Aula 8: 18/mai/04 14:00h as 17:00h
Ritos de afirmação das culturas ameríndias
e a leitura do europeu.
Leitura
Aula 9: 25/mai/04 14:00h as 17:00h
Ritos de afirmação das culturas africanas (Kongo,
Angola e Moçambique).
Leitura
Leitura Complementar
UNIDADE 3:
TEATRO DE CONQUISTA E EVANGELIZAÇÃO
Como o teatro foi usado para fins militares e espirituais na conquista
do Brasil? Nesta unidade examinaremos os modelos trazidos por Portugal
e analisaremos o uso e abuso do teatro como instrumento da colonização.
Nós examinaremos festas e celebrações dos primeiros
séculos de colonização e consideraremos como
as performances teatrais providenciaram espaços para imposição
e contestação de uma nova cosmologia religiosa e social.
Nós analisaremos também importantes documentos de transculturação
ou sincretismo que marcaram o período.
Aula 10: 01/jun/04 14:00h as 17:00h
A missa, o poder colonial e o espectador índio.
Leitura
- CARRIÈRE, Jean-Claude. A
Controvérsia - Cap. 1. Ed. Companhia das Letras, 2003
Aula 11: 08/jun/04 14:00h as 17:00h
O teatro do Padre José de Anchieta.
Leitura
Aula 12: 15/jun/04 14:00h as 17:00h
A igreja católica brasileira: o lugar do sagrado e do profano.
Leitura
UNIDADE 4:
TEATRALIDADE E AUTORIDADE COLONIAL
Nesta unidade, analisaremos o papel do teatro e do teatralismo na
manutenção do poder e da autoridade colonial. Como o
espetáculo foi usado como mecanismo de implantação
da uma ordem na esfera pública e também para exercer
o controle sobre os assuntos coloniais. Examinaremos também
os mecanismos da performance desenvolvidas pelo poder imperial.
Aula 13: 22/jun/04 14:00h as 17:00h
Espetáculos públicos de crueldade: perseguições,
castigos e resistência.
Leitura
Aula 14: 29/jun/04 14:00h as 17:00h
Conclusões e apresentações finais
Aula 15: 06/jul/04 14:00h as 17:00h
Conclusões e apresentações finais |