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Tópicos dos Grupos de Trabalho . Migrações e Herança Cultural Intangível Migrações e Herança Cultural Intangível De um lado, migrantes levam sua herança cultural intangível com eles e fazem diferentes coisas com ela à qual as comunidades recipientes também reagem a esse novo influxo cultural. Por outro lado, ambos migrantes e residentes, através de sua interação, criam novos artifatos culturais, línguas e performances. Todos encenam "liberdade para criar culturas". Participantes: Agentes Culturais Democracia é uma atividade de criatividade coletiva e requer uma disposição em direção às “artes” de harmonizar as diferenças entre lei, cultura e moral e desenvolver direitos e recursos mediante inovações que precisamente fazem das limitações fonte de criatividade. Agentes culturais exemplares como Augusto Boal e Antanas Mockus, com cuja participação contamos no Encontro, servem de modelos e de inspiração. O trabalho inovador de Mockus, como prefeito de Bogotá, conseguiu levantar o civismo na então atormentada cidade e diminuir a taxa de homicídios em mais de 60%. Augusto Boal, fundador do “teatro do oprimido”, envolvendo os cidadãos em atividades do teatro legislativo, já gerou mais de 14 disposições legislativas aprovadas. Nosso Grupo de Trabalho fará inventários de uma variedade de mecanismos e efeitos que se produzem quando a arte e a reflexão intervêm na vida cívica e seguiremos refletindo sobre a relação entre democracia, criatividade e educação para desenvolver expectativas [e responsabilidades] com respeito aos bens culturais à sociedade civil. Participantes: Antanas Mockus Identidades Indígenas e comunicação Este tópico está obviamente inscrito numa perspectiva voltada para a performance e, em vários contextos de discussão, está relacionado a um movimento de destotalização em relação ao conceito de identidades culturais. As abordagens para este tópico devem ser múltiplas e diversas. Podem ou não começarem a partir de uma instância auto-reflexiva significantemente crescente das comunidades indígenas, movimentos sociais e práticas artísticas no que diz respeito à comunicação, heterogeneidade cultural e imáginarios transnacionais. Falando mais especificamente sobre a apropriação de novas tecnologias e estratégias de mídia de massa (e táticas) para propósitos éticos, estéticos, antropológicos e políticos, uma questão está fortemente ressoando na América Latina: como podem as vozes, os gestos, as imagens e as narrativas dos movimentos indígenas serem articulados no local assim como espaços transnacionais e serem interconectados de uma forma crescente? Como projetos podem ser planejados e desenvolvidos e que sejam capazes de ultrapassarem a separação restrita entre pequenos círculos de comunicação alternativos e os grandes e agressivos meios de comunicação de massa? Quais são as relações entre o design estético e a estratégia política já que estamos lidando com situações que confrontam a luta por identidades social e éticamente positivas com múltiplos discursos, imagens e tecnologias? Essas são apenas algumas questões que podem ajudar a fazer o remapeamento desse terreno desafiador. Participantes: Gail Tremblay (Auto) Representação, diversidade e poder No contexto deste Grupo de Trabalho, o assunto de representação será discutido em relação às específicas práticas performativas, nas esferas de poder hegemônico e na resitência subalterna. Convidamos os participantes a considerarem o aspecto ambíguo de representação; de um lado, como instrumento colonial planejado para inventar e classificar “o outro”, e também como veículo de dar poderes aos grupos e indivíduos subalternos. No último sentido, a auto-representação está frequentemente concebida como uma maneira de conseguir representação política e cultural dentro da sociedade dominante. Mas talvez interrogaremos até que ponto, por exemplo, os povos indígenas são capazes de apropriar-se de tecnologias de representação e como eles (se possível for) podem controlar a recepção que os outros tenham de seu trabalho. Ao reconhecer os principais tópicos do Encuentro, sugerimos que nossa discussão considere como a luta pela auto-representação indígena pode levar a agência social e ter poderes, as implicações que têm dentro de uma moldura de “herança intangível”, assim como a pressão que os mercados de arte exercerm sobre as representações de comunidades de base. Incentivaremos a discussão que traga não apenas exemplos de artistas e grupos indígenas, mas também de outras comunidades étnicas e/raciais assim como comunidades lésbicas e gays. Outras rotas de questionamento poderão incluir: - Como as representações subalternas desarranjam estereótipos que a sociedade dominante possa ter no que diz respeito aos povos desprovidos? Novos estereótipos são postos em circulação? - Sob a luz da migração transnacional, a hibridação de indentidades e contatos inter-culturais, até que ponto os povos indígenas estã preocupados em produzir representações ligadas às “raízes” de sua comunidade? - Que formas de análise podem ser sugeridas para as represantações “tradicionais” ou de comunidades de base, face a face com as representações produzidas por artistas individuais dessas comuniddes que são conhecedores do pós-moderno, pós-colonial e/ou discursos da comunidade gay e que trabalham com performance conceitual? Participantes: Jordan Pollock O teatro popular latino-americano está morto? Coordenado por Vivian Martínez-Tabares Participantes: Héctor Caro “Entre mim e o outro mundo”, W.E. B. Du Bois escreveu no The Souls of Black Folk (1903), “há sempre uma questão não perguntada... Como é sentir-se ser um problema?” Este Grupo de Trabalho procurará responder a pergunta de Du Bois quanto as formações de negritude e latinidade em discursos contemporâneos da herança cultural. Enfocaremos as múltipas nuances da formulação de Du Bois, incluindo: 1) a idéia do “problema” – a presença dilacerada das identidades minoritárias e raciais dentro e através de formações nacionais e, em particular, como a lacuna que Du Bois articula “entre mim e o outro mundo” faz um remapeamento das Américas não somente em termos da separação Norte/Sul mas também em termos da divisão da cor -- 2) a relevância do sentimento – como é sentir-se ser um problema, e como este estado emocional é representado em vários locais – e – 3) o “não-perguntado” -- como a “raça” e o racismo continuam não sendo perguntados e portanto as perguntas não respondidas dentro dos discursos contemporâneos da herança cultural? Como este estado de conhecimento suspenso é experimentado – uma experienência que Du Bois chama de dupla-consciência – através das identidades contemporâneas negras e latinas? Participantes: Amma y Ghartey-Tagoe Performance, poesia e Ativismo. Agência Cultural O grupo pretende discutir o processo pelo qual a performance incorpora a poesia, reinventa imagens através do saber corporal e cria um diálogo entre o imaginário e a memória através de diferentes espaços e temporalidades. A proposta do GT é estudar como trazer à baila a memóriacoletiva instalada numa comunidade e recriá-la na literatura do corpo através do canto, da poesia ou da dança. Em caráter diacrônico e sincrônico há um saber imaterial que circula no local e se oferece comomediação transcultural rumo ao global. A performance popular pode incorporar saberes interculturais. Criar pontes entre poesia, ativismo e performance envolve poder, subjetividade ( corpo) e arte. Este olhar revela uma face cultural esquecida que por Daniel Mathews foi cunhada como "cidade cantada" ao estudar a poesia de afro-peruanos. A cidade cantada não se lê como mero contraste com a cidade letrada de Angel Rama mas se oculta na invisibilidade acadêmica ou na exposição cristalizadados meios de comunicação de massa. Propor um outro rumo no estudo da oralidade na literatura através da performance significará remar contraa maré da sociedade do espetáculo ou combinar memória e ativismo cultural, negociação e resistência, pautas de uma agência cultural? Participantes: Alai G. Diniz Performance Afro-ameríndia Participantes: Denise Zenicola Ativismo e Performance Gestos do corpo para além da representação Este Grupo de Trabalho propõe um espaço para a construção de um diálogo ao redor do papel da performance como ferramenta de intervenção. Abordagens da eficácia do corpo -- ao vivo ou online, através das noções de conceitualismo, paródia, teatralidade, imaginário, utopia e visibilidade -- podem ajudar-nos a examinar as muitas maneiras que não somente artistas e trabalhadores da cultura mas também organizações e pessoas da rua recorrem à ações performáticas para que suas preocupações e demandas sejam ouvidas. O Grupo de Trabalho tentará construir um espaço para a circulação de idéias, trabalho em colaboração e apresentação de estudos de caso abrindo assim a possibilidade de construção de redes em direção a um trabalho futuro em conjunto. Ricardo Dominguez, do Teatro do Distúrbio Eletrônico, participará das discussões. Sua presença contribuirá na articulação em relação aos espaços online e offline posicionando, desta maneira, o corpo em relação às suas muitas manifestações e potencialidades. Participantes: Andrea Maciel Garcia |
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