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Tópicos dos Grupos de Trabalho

. Migrações e Herança Cultural Intangível
. Agentes Culturais
. Identidades Indígenas e Comunicação
. (Auto) Representação, diversidade e poder
. Política de Gênero Transnacional/Local em performance
. O teatro popular latino-americano está morto?
. Sobre Negritude e Latinidade
. Performance Afro-ameríndia
. Performance, poesia e Ativismo. Agência Cultural
. Ativismo e Performance


Migrações e Herança Cultural Intangível
O grupo discutirá a recente invenção do termo "herança cultural intangível" para referir ao que se constumava chamar de descrições etnográficas, folclore e "tradições", mas também aos novos fenômenos lançados pela globalização tais como reinvenções de culturas como os Rastafaris e os Cholos e cultos como "São Jesus Valverde", o padroeiro dos traficantes de drogas.

De um lado, migrantes levam sua herança cultural intangível com eles e fazem diferentes coisas com ela à qual as comunidades recipientes também reagem a esse novo influxo cultural. Por outro lado, ambos migrantes e residentes, através de sua interação, criam novos artifatos culturais, línguas e performances. Todos encenam "liberdade para criar culturas".

Participantes:

Regina Mello
Megan Auster-Rosen
Ashley Smith
Roberto Gutierrez-Varea
Dale L Byam
Andrea Maciel Garcia
Renata Peters
Lourdes Arizpe
Rangihiroa Panoho

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Agentes Culturais
Coordenado por Doirs Sommer

Democracia é uma atividade de criatividade coletiva e requer uma disposição em direção às “artes” de harmonizar as diferenças entre lei, cultura e moral e desenvolver direitos e recursos mediante inovações que precisamente fazem das limitações fonte de criatividade. Agentes culturais exemplares como Augusto Boal e  Antanas Mockus, com cuja participação contamos no Encontro,  servem de modelos e de inspiração. O trabalho inovador de Mockus, como prefeito de Bogotá, conseguiu levantar o civismo na então atormentada cidade e diminuir a taxa de homicídios em mais de 60%. Augusto Boal, fundador do “teatro do oprimido”, envolvendo os cidadãos em atividades do teatro legislativo, já gerou mais de 14 disposições legislativas aprovadas. Nosso Grupo de Trabalho fará inventários de uma variedade de mecanismos e efeitos que se produzem quando a arte e a reflexão intervêm na vida cívica e seguiremos refletindo sobre a relação entre democracia, criatividade e educação para desenvolver expectativas [e responsabilidades] com respeito aos bens culturais à sociedade civil.

Participantes:

Antanas Mockus
Karina Moeller
Jorge Arcila
Catherine Connor
Petrona de la Cruz Cruz
Maria Eugenia Ulfe
João Kulcsár
Natalie Herlinghaus
Tasha Hubbard
Peter Kulchyski
Miriam W. Laughlin
Robert M Laughlin
Julio Pantoja
Fernando Rosenberg
Lys Stevens
James Thomas
Patricia Ybarra
Isabel Juárez Espinosa
Cynthia Bodenhorst
Doris Difarnecio
Angela Pérez Mejía
Lybia Rivera
Catalina Ocampo
Pedro Reyes
Victor Hugo Adler Pereira

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Identidades Indígenas e comunicação
Coordenado por Herman Herlinghaus

Este tópico está obviamente inscrito numa perspectiva voltada para a performance e, em vários contextos de discussão, está relacionado a um movimento de destotalização em relação ao conceito de identidades culturais. As abordagens para este tópico devem ser múltiplas e diversas. Podem ou não começarem a partir de uma instância auto-reflexiva significantemente crescente das comunidades indígenas, movimentos sociais e práticas artísticas no que diz respeito à comunicação, heterogeneidade cultural e imáginarios transnacionais.

Falando mais especificamente sobre a apropriação de novas tecnologias e estratégias de mídia de massa (e táticas) para propósitos éticos, estéticos, antropológicos e políticos, uma questão está fortemente ressoando na América Latina: como podem as vozes, os gestos, as imagens e as narrativas dos movimentos indígenas serem articulados no local assim como espaços transnacionais e serem interconectados de uma forma crescente? Como projetos podem ser planejados e desenvolvidos e que sejam capazes de ultrapassarem a separação restrita entre pequenos círculos de comunicação alternativos e os grandes e agressivos meios de comunicação de massa? Quais são as relações entre o design estético e a estratégia política já que estamos lidando com situações que confrontam a luta por identidades social e éticamente positivas com múltiplos discursos, imagens e tecnologias? Essas são apenas algumas questões que podem ajudar a fazer o  remapeamento desse terreno desafiador.

Participantes:

Gail Tremblay
Karina Vanessa Castro Santana
Colette Jacques
Eduardo Flores
Norma B Correa
Lara Evans
Luis Millones
Hermann Herlinghaus
Candice Hopkins
Laura Kropff Causa
Andrew Okpeaha Maclean
Citlali Martinez
Kent Monkman
Freya Schiwy
Terence Turner
Kerry Swanson
Alejandro Meraz
Tina Majkowski
Kathleen Buddle-Crowe
Veronica Bollow

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(Auto) Representação, diversidade e poder
Coordenado por Antonio Prieto S. e Milla Riggio

No contexto deste Grupo de Trabalho, o assunto de representação será discutido em relação às específicas práticas performativas, nas esferas de poder hegemônico e na resitência subalterna. Convidamos os participantes a considerarem o aspecto ambíguo de representação; de um lado, como instrumento colonial planejado para inventar e classificar “o outro”, e também como veículo de dar poderes aos grupos e indivíduos subalternos. No último sentido, a auto-representação está frequentemente  concebida como uma maneira de conseguir representação política e cultural dentro da sociedade dominante. Mas talvez interrogaremos até que ponto, por exemplo, os povos indígenas são capazes de apropriar-se de tecnologias de representação e como eles (se possível for) podem controlar a recepção que os outros tenham de seu trabalho.

Ao reconhecer os principais tópicos do Encuentro,  sugerimos que nossa discussão considere como a luta pela auto-representação indígena pode levar a agência social e ter poderes, as implicações que têm dentro de uma moldura de “herança intangível”,  assim como a pressão  que os mercados de arte exercerm sobre as representações de comunidades de base.

Incentivaremos a discussão que traga não apenas exemplos de artistas e grupos indígenas, mas também de outras comunidades étnicas e/raciais assim como comunidades lésbicas e gays.

Outras rotas de questionamento poderão incluir:

- Como as representações subalternas desarranjam estereótipos que a sociedade dominante possa ter no que diz respeito aos povos desprovidos? Novos estereótipos são postos em circulação?

- Sob a luz da migração transnacional, a hibridação de indentidades e  contatos inter-culturais, até que ponto os povos indígenas estã preocupados em produzir representações ligadas às “raízes” de sua comunidade?

- Que formas de análise podem ser sugeridas para as represantações “tradicionais” ou de comunidades de base, face a face com as representações produzidas por artistas individuais dessas comuniddes que são conhecedores do pós-moderno, pós-colonial e/ou discursos da comunidade gay e que trabalham com performance conceitual?

Participantes:

Jordan Pollock
Marcelo Kraiser
Mila Aponte-González
John R. Beverley
Reona Brass
Jennifer Cayer
German García
Luiselle Rivera
Milla Riggio
Sarah Curran
Marylin Rodríguez
Alyssa McClorey
Laura Gutiérrez
Annie Baillargeon
Luis A. López Espinoza
Luiz Guilherme Veiga de Almeida
Lucía Herrera
Benjamín Jacanamijoy Tisoy
Maite Málaga-Iguiniz
Valeria R McFarren
Yumari Y O'koyoaré

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O teatro popular latino-americano está morto?

Coordenado por Vivian Martínez-Tabares
(Casa de las Américas, Cuba)

Participantes:

Héctor Caro
Graciela Mengarelli
Doris Difarnecio
Silka Freire
Petrona de la Cruz
Jennifer Miller
Alexandre Santini
Karina Vanessa
Mila Aponte
Sebastian Calderón
Christie Jiménez


Sobre Negritude e Latinidade

“Entre mim e o outro mundo”, W.E. B. Du Bois escreveu no The Souls of Black Folk (1903), “há sempre uma questão não perguntada... Como é sentir-se ser um problema?” Este Grupo de Trabalho procurará responder a pergunta de Du Bois quanto as formações de negritude e latinidade em discursos contemporâneos da herança cultural. Enfocaremos as múltipas nuances da formulação de Du Bois, incluindo:

1)  a idéia do “problema” – a presença dilacerada das identidades minoritárias e raciais dentro e através de formações nacionais e, em particular, como a lacuna que Du Bois articula “entre mim e o outro mundo” faz um remapeamento das Américas não somente em termos da separação Norte/Sul mas também em termos da divisão da cor --

2) a relevância do sentimento – como é sentir-se ser um problema, e como este estado emocional é representado em vários locais – e –

3)  o “não-perguntado”  -- como a “raça” e o racismo continuam não sendo perguntados e portanto as perguntas não respondidas dentro dos discursos contemporâneos da herança cultural? Como este estado de conhecimento suspenso é experimentado – uma experienência que Du Bois chama de dupla-consciência – através das identidades contemporâneas negras e latinas?

Participantes:

Amma y Ghartey-Tagoe
Judith Michelle Williams
Glaisma Perez-Silva
Piers Armstrong
José Muñoz
Maryvonne Neptune
Tavia Nyong'o

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Performance, poesia e Ativismo. Agência Cultural

O grupo pretende discutir o processo pelo qual a performance incorpora a poesia, reinventa imagens através do saber corporal e cria um diálogo entre o imaginário e a memória através de diferentes espaços e temporalidades. A proposta do GT é estudar como trazer à baila a memóriacoletiva instalada numa comunidade e recriá-la na literatura do corpo através do canto, da poesia ou da dança. Em caráter diacrônico e sincrônico há um saber imaterial que circula no local e se oferece comomediação transcultural rumo ao global. A performance popular pode incorporar saberes interculturais. Criar pontes entre poesia, ativismo e performance envolve poder, subjetividade ( corpo) e arte. Este olhar revela uma face cultural esquecida que por Daniel Mathews foi cunhada como "cidade cantada" ao estudar a poesia de afro-peruanos. A cidade cantada não se lê como mero contraste com a cidade letrada de Angel Rama mas se oculta na invisibilidade acadêmica ou na exposição cristalizadados meios de comunicação de massa. Propor um outro rumo no estudo da oralidade na literatura através da performance significará remar contraa maré da sociedade do espetáculo ou combinar memória e ativismo cultural, negociação e resistência, pautas de uma agência cultural?

Participantes:

Alai G. Diniz
Peter Novak
Aline Quites
Luizete Guimarïes Barros
Antonia Javiera Cabrera Muñoz
Janaína Chavier Silva
Jane Darc Da Silva
George Luiz France
Aline Razzera Maciel

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Performance Afro-ameríndia
(Dirigido por Zeca Ligiéro - zligiero@unirio.br)

As premissas e objetivos de este grupo de trabalho são a pesquisa, divulgação e intercâmbio com as diversas culturas de origens Africanas e Indígenas e estudo das suas inter-relações no Brasil. O grupo trabalhará tanto com as artes performáticas como as ritualísticas, procurando estimular a constante troca entre a comunidade acadêmica, o meio artístico e o mundo religioso das culturas com que trabalha.

Participantes:

Denise Zenicola
Viviane Narvaez
Wilson Rabelo
Sara P. Amorim
Sinuhé Padilla Isunza
Heather Marie Zulli
Anna Maria Pereira Esteves
Paulo Pont Vianne
Josie Marques
Tatiana Franéa
Jussara Trindade Moreira

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Ativismo e Performance Gestos do corpo para além da representação
(dirigido por Marsha Gall maf284@nyu.edu)

Este Grupo de Trabalho propõe um espaço para a construção de um diálogo ao redor do papel da performance como ferramenta de intervenção. Abordagens da eficácia do corpo -- ao vivo ou online, através das noções de conceitualismo, paródia, teatralidade, imaginário, utopia e visibilidade -- podem ajudar-nos a examinar as muitas maneiras que não somente artistas e trabalhadores da cultura mas também organizações e pessoas da rua recorrem à ações performáticas para que suas preocupações e demandas sejam ouvidas.

Algumas perguntas iniciais são:
- Que classe de formação de poder assumem estes gestos performáticos?
- Que tipo de conhecimento acerca do político transportam e transmitem?
- De que maneira noções acerca da performance como, por um lado, um acontecimento efêmero desitinado a desaparecer, e, por outro lado, como comportamento restaurado ou memória corporal, podem dar conta da força de muitos empreendimentos levados a cabo sob a marca de uma performance "séria"? - Podemos dizer que a tendência performática em direção ao ativismo ou o posicionamento ativista da performance implica necessariamente táticas que possam ser apropriadas para executar-se por todas as Américas dado que sobrepassam as limitações de linguagem articulada?
- De que maneira a tensão local versus o global joga neste terreno?

O Grupo de Trabalho tentará construir um espaço para a circulação de idéias, trabalho em colaboração e apresentação de estudos de caso abrindo assim a possibilidade de construção de redes em direção a um trabalho futuro em conjunto. Ricardo Dominguez, do Teatro do Distúrbio Eletrônico, participará das discussões. Sua presença contribuirá na articulação em relação aos espaços online e offline posicionando, desta maneira, o corpo em relação às suas muitas manifestações e potencialidades.

Participantes:

Andrea Maciel Garcia
Fernando Salis
Fabiane Borges
Ilona Dougherty
Erin Freeland
Lia Gladstone
Guy Sioui Durand
Carla Melo
Katherine Nigh
Anadel Lynton
Julie Nagam
Suzy Khimm
Teoma Naccarato
Raphi Soifer
Lyndon K. Gill
Carol Fadini

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