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Jesús Martín Barbero: Artes da memória e regimes de visibilidade

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Photo/Foto: Marlène Ramírez-Cancio

Artes da memória e regimes de visibilidade

Se há uma questão fundamental que a Colômbia ainda tem pendente—e que ressoa tanto no pensamento quanto na ação—é a relação muito especial entre política e violência na trama de suas memórias e de sua história. Denso materializador da violência que emerge na história do que Paul Ricoeur denominou as estruturas do terrível, estas "forças" do instinto e da exploração estão inscritas na política desde sua fundação. A trilha da memória é, no entanto, a que desfataliza o passado, recuperando seu inacabamento (Walter Benjamin). O passado não está formado só por acontecimentos, mas também por tensões que desestabilizam o presente e engendram o futuro. Na Colômbia, é também cada dia mais densa a imaginação/criatividade social, que se destaca nos modos de sobrevivência, física e cultural, de milhões de cidadãos, como na nova arte plástica de suas mulheres ou nas narrativas literárias e audiovisuais de seus jovens, que nos possibilita ver a envergadura política de suas artes.

Biografia

Jesús Martín Barbero é semiólogo, antropólogo, filósofo e especialista em comunicações e mídia. Já produziu importantes sínteses teóricas na América Latina sobre a pós-modernidade. Sua análise da cultura como mediações, o estudo da globalização a partir da semiologia, a função alienante das mídias locais e particularmente a função das telenovelas na América Latina são algumas de suas contribuições. Foi presidente da ALAIC (Associação Latino-americana de Pesquisadores da Comunicação) e membro do Comitê consultivo da FELAFACS (Federação Latino-americana das Faculdades de Comunicação Social). É membro do Comitê científico de Infoamérica.

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