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Projeto 2050: Tornozelos cobertos de cinzas (2000) Photo/Foto: HIDVL
  • Título: Project 2050: Ashy Ankles
  • Holdings: video (HIDVL)
  • Duração: 00:03:17
  • Idioma: English
  • Data da performance: 2000
  • Lugar: University of Massachusetts, Amherst
  • Type/Format: performance
  • Cast/Performers: Cristina Delgado; Damaris Delgado; Jamille Hazard; Aisha Jordan; Mikiko Thelwel
  • Credits: Jamie Trahan and Mikiko Thelwell, creator; Yiannis Astor; Robert Bolden; Tiffany Campbell; Jamille Hazard; Cassie Madera; Elizabeth Pagan, collaborators ; Mikiko Thelwell; Mildred Ruiz; Roberta Uno, collaborators.

Projeto 2050: Tornozelos cobertos de cinzas (2000)

Um dos legados artísticos do New WORLD Theater é o Projeto 2050, uma iniciativa de arte juvenil de vários anos, contruída sobre a projeção demográfica que as pessoas de cor se tornariam maioria nos Estados Unidos até o ano de 2050. O programa reuniu artistas profissionais, comunidades de jovens de Massachusetts, acadêmicos e ativistas comunitários para travar um diálogo cívico e criar performances originais, baseadas em temas que abordam os sonhos e preocupações dos jovens performers. As performances foram criadas a partir de oficinas, incluindo dramaturgia, poesia, breakdancing, batuques, beat boxing, lirismo, canto, composição musical, sapateado e arte visual. Em 'Tornozelos cobertos de cinzas,' jovens performers do Projeto 2050 exploram comentários opressores envolvendo a raça e o gênero que elas tenham vivenciado como jovens mulheres de cor. Essa opressão é claramente estrutural quando a discriminação vem daqueles que deveriam cuidar da juventude e empoderar os estudantes: seus professores. Repetindo a frase ‘mentiras que o meu professor me contou’ com vigorosos sons e ruídos, as jovens performers materializam no palco as contradições e isolamento que elas enfrentaram em um sistema educacional criado para replicar a mesma espiral de abuso e discriminação que permeia a sociedade. As jovens mulheres entrelaçam um refrão musical e texto com movimentos de quickstep, sendo assim empoderadas por seus corpos e vozes. Elas readaptam os comentários opressores e afirmam suas identidades a partir dos seus próprios pontos de vista como mulheres de cor e desvendam os gestos opressores de seus professores, declarando que ‘eles mentiram’. A peça termina com as jovens mulheres alegando que ‘eles mentiram’ para apontar a falsa verdade dos comentários opressores projetados sobre elas e desafiando qualquer determinação simulada do seu futuro, mostrando-se como seres humanos criativos e fortes. Ao convidar a plateia com a provocação ‘olha pra mim agora’, elas demonstram que a mudança social é possível a partir de e através de cada indivíduo empoderado.


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Permanent URL: http://hdl.handle.net/2333.1/m0cfxs7n